sábado, 19 de março de 2011

O RETRATO DE DORIAN GRAY

Dorian Gray









Ficha Técnica:


Gênero: Drama

Duração: 112 min

Ano de Lançamento: 2009 (UK)

Site Oficial: http://doriangraymovie.co.uk

Direção: Oliver Parker

Roteiro: Toby Finlay, baseado no livro

(Title page of the first edition, 1891)

de Oscar Wilde



Música: Charlie Mole

Fotografia: Roger Pratt

Figurino: Ruth Myers




Elenco:

Ben Barnes (Dorian Gray)
Colin Firth (Lorde Henry Wotton)
Ben Chaplin (Basil Hallward)
Rachel Hurd-Wood (Sibyl Vane)
Rebecca Hall (Emily Wotton)
Michael Culkin (Lorde Radley)
Caroline Goodall (Lady Radley)
Jo Woodcock (Celia Radley)
Emily Phillips (Alice Radley)
Maryam d'Abo (Gladys)
Max Irons (Lucius)
Jeff Lipman (Lorde Kelso)
Emilia Fox (Lady Victoria Wotton)
Johnny Harris (James Vane)
Aewia Huillet (Elisa)
Douglas Henshall (Alan Campbell)
Louise Rose (Angelique)
Fiona Shaw (Agatha)
Noli McCool (Jj)
Pip Torrens (Victor)
Nathan Rosen (Dorian Gray - jovem)
Lily Garrett (Emily Wotton - jovem)
George Potts (Fotógrafo)
Hugh Ross (Padre)
David Sterne (Empresário do teatro)



Dorian volta para a casa que herda com a morte do pai, em Londres. Logo passa a ser admirado pela sociedade local, por sua beleza e riqueza. Um pintor famoso traça um perfil perfeito do rapaz, numa tela a óleo. Em um momento de admiração à própria figura retratada, Dorian faz um pacto com o diabo para perpetuar sua juventude em troca de sua alma.
A partir dai, de forma surreal, a imagem passa a registrar o passar dos anos e qualquer tipo de acidente que venha a ferir Mr.Gray. Ele se entrega, sem medo, a todos os prazeres da carne: sexo, drogas e...valsas.
Promove orgias que atravessam a noite em sua mansão, e nenhum traço de cansaço ou velhice marca seu rosto. Esconde o quadro de todos, mantendo-o trancado em um sótão onde quando criança era espancado pelo pai. Guarda o segredo a ponto de matar quem dele se aproxime.
Entediado após algum tempo, decide fazer uma viagem. Quando retorna, quase 20 anos depois, ainda é o mesmo garoto. Passa então a cortejar a filha de um de seus melhores amigos da época. Na verdade aquele que lhe apresentara a bebida, o ópio e as casas de mulheres. Inconformado em ver a filha nos braços do "velho" amigo, vai até a mansão e descobre seu segredo. Em uma briga, o quadro acaba incendiado e todos os anos e abusos recaem de uma só vez sobre Dorian Gray, destruindo a aberração em que se transformara.
O texto está cheio da famosa ironia e perspicácia de Oscar Wilde. Expõe a sociedade da época no que tinha de mais superficial e hipócrita. Leves traços do homossexualismo que levava à cadeia na Inglaterra do início do século passado. Que levou o próprio autor à cadeia.
A possibilidade de viver sem limites, nem os da própria resistência física, se entregando a prazeres e tentações sem regras de moral e conduta social, são o mote da bizarra e famosa história, refilmada aqui.
Eu dispensaria os efeitos de "terror" que movimentam o retrato, querendo causar susto.
Assistido em pré-estreia.
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sexta-feira, 18 de março de 2011

JOGO DE PODER

(18/03) Fair Game



Hoje que o mundo inteiro sabe que não havia armas nucleares no Iraque, nem qualquer esquema mirabolante de destruição em massa praticado por Saddam Hussein, como proferia Bush, os personagens desta trama parecem corajosos herois.
Mas imaginem enfrentar o forte nacionalismo americano, após o chocante atentado de 11/09 negando a razão que levaria o país à mais uma guerra.

Indicado por sua esposa, espiã da CIA, o jornalista Joe Wilson é enviado à África para elucidar uma suspeita de venda de Urânio feita por Níger para o Iraque. Logo descobre que a informação não procedia.
Vendo na TV o presidente americano usar justamente este pretexto, em meio a outros, para justificar a invasão, publica uma matéria no NY Times relatando sua missão no continente africano.
Desmentindo os esquema dos poderosos, compra briga com a Casa Branca. Logo sua esposa tem a identidade revelada e o casal torna-se alvo de agressões de toda sorte.
Após uma crise, gerada por tamanho problema, os dois se unem e decidem enfrentar a força política.
O filme termina com imagens da própria ex-expiã depondo no processo.
Grandes interpretações de Naomi Watts e Sean Penn.
Filme baseado em fatos reais.

segunda-feira, 14 de março de 2011

BRUNA SURFISTINHA

(13/03)








Ficha Técnica:

Gênero: Drama Biográfico

Duração: 109 min

Ano de Lançamento: 2011 (Brasil)

Site Oficial: http://www.brunasurfistinhaofilme.com.br

Direção: Marcus Baldini



Roteiro: Antonia Pelegrinno, Homero Olivetto e José Carvalho,
baseado em livro

"O Doce Veneno do Escorpião"


de Raquel Pacheco



Música (trilha): Gui Amabis, Rica Amabis, Tejo

Fotografia: Marcelo Corpanni

Figurino: Leticia Barbieri


Elenco:
Deborah Secco (Raquel Pacheco / Bruna Surfistinha)


Drica Moraes (Larissa)


Cássio Gabus Mendes (Hudson)


Fabíula Nascimento (Janine)


Cristina Lago (Gabi)


Erika Puga (Mel)


Simone Illiescu (Yasmim)


Brenda Ligia (Kelly)


Juliano Cazarré (Gustavo)


Guta Ruiz (Carol)


Clarisse Abujamra (Celeste, mãe)


Luciano Chiroli (Otto)


Sérgio Guizé (Rodrigo)


Dentinho (cliente)



Gustavo Machado (Miguel)
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História real de Raquel, a garota adotada por uma família de classe média, que opta pela vida de prostituta para encontrar independência e liberdade.
Vai parar em um bordel onde, com outras amigas, faz programas iniciando-se na vida.
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Com seu tipo atraente, destaca-se no trabalho e logo torna-se uma "puta de luxo".
Instala-se em um flat e tem a ideia de registrar suas aventuras sexuais em um blog. A garota de programa fica logo ''famosa'', assumindo o nome de Bruna Surfistinha.
O filme mostra também uma fase decadente de Bruna, que se torna usuária pesada de cocaína e atrai uma fila para fazer sexo por muito pouco dinheiro.
Depois de passar uma fase internada, recuperando-se, decide parar. Calcula um período de seis meses, oitocentos programas, para conseguir o dinheiro que julga necessário.
Escreve um livro (publicado em 15 países) e passa a viver com um de seus clientes.
Esperava menos do filme, que afinal é bem feito e Deborah está perfeita e linda no papel.
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B(r)un(d)a autografando





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RESTREPO

(12/03)



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Ficha Técnica:


Gênero:Documentário

Duração: 93 min

Ano de Lançamento: 2010 (EUA)

Site Oficial: http://restrepothemovie.com

Direção, Roteiro e Fotografia:
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Tim Hetherington
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e Sebastian Junger

Música: Ruy Garcia






Alguns Soldados:

(Imagem de todos que participam
do filme disponíveis no Site Oficial)

Juan Restrepo
Dan Kearney
LaMonta Caldwell
Aron Hijar
Misha Pemble-Belkin
Miguel Cortez
Sterling Jones
Brendan O'Byrne
Joshua McDonough



Por várias vezes tive que repetir a mim mesmo durante o filme: "É realidade!". Imaginava as cenas "do outro lado", dos "inimigos" do grupo que aparece em guerra, como em tantos filmes que infelizmente nos acostumamos a assistir.
A câmera quase colada aos soldados faz sentir (quase) na pele o dia a dia de um grupo que pode morrer a qualquer momento. Ameaça constante.
Sabemos que os EUA não tinham que estar no Afeganistão e que os interesses estavam longe de serem os anunciados através do mundo.
Mas o que se vê aqui são meninos, que supostamente deveriam ser amados e protegidos por seu país, expondo suas vidas em uma guerra absurda. Como todas as outras o são.
Na primeira cena, alguns garotos filmam a si mesmos em um avião, a caminho da guerra. Um deles se destaca, alegre, cheio de vida e energia, falando de ir e voltar pra casa...é o soldado Restrepo, que morre logo depois, para desespero dos amigos.
Desespero que chega aos ataques de choro e inconformação quando veem a morte de outros parceiros.
O grupo em questão é levado pelos estrategistas a um dos lugares mais temidos de toda a área de combate. Em meio a montanhas geladas, bem na mira dos inimigos.
Acabam lá no alto, montando um ponto de combate e resolvem batizá-lo com o nome do colega morto: Restrepo.
Durante uma das tantas reuniões dos invasores americanos com os anciãos locais, para explicar o inexplicável, um deles boceja...não tem o descanso que se espera merecer nesta época da vida.
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Em momentos de descontração os combatentes dançam, como se estivessem em uma pista, comem carne de uma vaca roubada, falam da vida. Um rapaz toca e canta ao violão, uma música talvez feita por ele mesmo: "They can take the boy from the island. But they can't take the island from the boy". Cercados por balas, um deles vê a chegada de um caça americano, olha o avião no ar e diz: "The birds we love to see".

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Difícil acreditar que um país tão desenvolvido economicamente mande para guerra meninos de 18 ou 19 anos. Por mil dólares mensais, na informação dada por um deles. Para invadir casas tão simples, às vezes buracos na montanha, bem cedo, aterrorizando os locais da mesma forma que os Talibãs, justificativa de sua presença ali. Ferem suas crianças, acabam com o que resta de suas vidas.
A bela paisagem me fez pensar em uma canção de Djavan, feita para outra realidade, mas aplicável aqui: "Por que será que Deus pôs ali o ser pra ser assim, sofredor?".
Seria perfeitamente possível um filme feito pelo ''outro lado", com seus herois, não menos sofridos, com suas feridas e perdas não menos doloridas. Talvez com um título de "Abdul".
Outra canção recorrente, vendo a agonia que nunca vai terminar na mente destes valentes: "Gente quer comer, gente quer ser feliz!".
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O documentário foi indicado ao Oscar 2011 na categoria.
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(O jovem Restrepo, de óculos escuros)
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quinta-feira, 10 de março de 2011

EM UM MUNDO MELHOR

(09/03) Haevnen










Ficha Técnica:


Gênero: Drama/Suspense

Duração: 119 min

Ano de Lançamento: 2010 (Dinamarca, Suécia)

Site Oficial: http://www.sonyclassics.com/inabetterworld

Direção: Susanne Bier

Roteiro: Anders Thomas Jensen

Música: Johan Söderqvist

Fotografia: Morten Soborg

Figurino: Manon Rasmussen



Elenco:


Ulrich Thomsen (Claus)

Markus Ryggard (Elias)

Mikael Persbrandt (Anton, médico)

Trine Dyrholm (Marianne)

William Johnk Nielsen (Christian)

Wil Johnson (Laege)

Eddy Kimani (Laege)

Emily Mglaya (Sygeplejeske)

Gabriel Muli (Tolk)

Satu Helena Mikkelinen (Hanna)

Camilla Gottlieb (Eva)

Martin Buch (Niels)

Toke Lars Bjarke (Morten)

Anette Stovelbaek (Hanne)



Revoltado com a morte da mãe, Claus passa a ter uma atitude psicoticamente destrutiva em relação a tudo e a todos à sua volta: espanca e ameaça com uma faca um colega de escola, para proteger do bullying o novo amigo Elias e cria o hábito de subir no topo de um edifício, sentando-se no parapeito. Como se não bastasse, arrasta o pacífico amigo para as tensas situações.
Até que resolve construir uma bomba para destruir o carro de um violento mecânico local, que batera na cara do pai do colega, o médico Anton.
Este na verdade atua como missionário em um país miserável e violento da África, deixando a família em desamparo. As cenas neste continente são chocantes, incluindo um sanguinário chefe que corta a barriga de grávidas para ganhar apostas que envolvem o sexo dos bebês (!). O doutor acaba cuidando de uma nojenta ferida deste bandido. Num momento de revolta com sua monstruosa atitude, arrasta-o para fora do acampamento. O "machão" acaba linchado pelos habitantes locais.
A trama na África corre paralela aos acontecimentos na Dinamarca, culminando com a tal explosão. Seu filho, para proteger inocentes que passavam por perto, acaba muito machucado.
Ao final, o garoto revoltado se arrependende, reconhecendo sua impotência e a falta de culpa do pai diante da morte da mãe.
Sou fã do cinema dinamarquês e neste há de se exercitar a nobre atitude de ''não julgar'': a 'inocência cruel', a covardia aparente do médico, sua atitude de deixar a própria família para cuidar de outras, a tolerância passiva do viúvo diante do desequilíbrio e estupidez do filho...Não consegui.
Oscar de melhor filme estrangeiro assistido em pré-estreia.
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LOPE

(09/03)






Ficha Técnica:


Gênero: Drama biográfico

Duração: 106 min

Ano de Lançamento: 2010 (Brasil, Espanha)

site oficial: http://filmelope.com.br/

Direção: Andrucha Waddington

Roteiro: Jordi Gasull e Ignacio del Moral, baseados no argumento de Juan Vicente Riuve

Música: Fernando Velázquez

Fotografia: Ricardo Della Rosa

Figurino: Tatiana Hernández



Elenco:

Alberto Ammann (Lope de Vega)


Sonia Braga (Paquita)

Leonor Watling (Isabel)

Pilar López de Ayala (Elena Osorio)

Selton Mello (Marquês de Navas)

Luis Tosar (Frei Bernardo)

Antonio de la Torre (Juan de Vega)

Miguel Ángel Muñoz (Tomás de Perrenot)

Juan Diego (Jeronimo Velázquez)

Félix Cubero (Portero)

Antonio Dechent (Salcedo)

Marina Salas (Dama Soneto)

Jordi Dauder (Porres)

Héctor Colomé (Urbina)

César Vea (Gigante)

Carla Nieto (Maria de Vega)



Coisa mais bonita contar a história da vida de um poeta!
Um brasileiro, dirigindo um filme épico, com figurino e cenários de época e bons atores.
Isto bastaria para me deixar indignado com as críticas que classificam o filme como regular ou ruim. O velho hábito brasileiro de depreciar a própria cultura e deixar para 20 ou 30 anos mais tarde o reconhecimento de grandes criadores do país.

Poeta espanhol volta para Madri após servir durante a guerra. Logo começa a conquistar corações com seus poemas, que fluem sem parar de seu romântico coração. Desenvolvendo textos para o teatro, acaba se envolvendo com a filha de um produtor/diretor local, que explora sua beleza entregando-a para ricos aristocratas a preço de ouro. Indignado com a atitude dela de não deixar o pai nem o marido, ausente, para seguir seu amor, acaba deixando-se envolver pelos encantos de Isabel, colega de infância e de trabalho, em um hospital local.
Acontece que ela tem um compromisso com um Marquês (Selton Mello-Portunhol), que compra os poemas do nosso heroi, para conquistar a moça. Descobrindo o embuste, ela logo percebe por quem seu coração bate mais forte.
Depois de ter grande sucesso com a estreia de uma comédia de sua autoria, o louco poeta fala para toda a audiência das explorações do dono da companhia. Levando sua nova amada consigo, foge para Lisboa.
Capturado, retorna à sua terra para ser julgado. Sua ex-amante, num ato de amor, compra o juiz e a pena acaba sendo o exílio de 8 anos.
Tranquilamente segue o bardo, com sua amada, para novas terras e para nova vida.
Sonia Braga faz a mãe de Lope e aparece, bela ainda que envelhecida pela make-up, somente por alguns minutos.
Boa e bem filmada história.
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quarta-feira, 2 de março de 2011