domingo, 19 de outubro de 2014

CÁSSIA
























































Direção e Roteiro: Paulo Henrique Fontenelle























Trailer























Depoimentos:








































Chicão:













































































































































O muito bem-vindo documentário conta um pouco a história da vida e da carreira da cantora Cássia Eller, desde as primeiras apresentações, em Brasília, até o estrelato.



































Depoimentos de sua mãe, de Eugênia, companheira de muitos anos, amigos, críticos e colegas de trabalho.
A personalidade tímida contrastando com o furacão que víamos no palco.



























Cássia, consciente do poder de sua voz, sabia que tinha um recado a dar, mas nem sempre se sentia disposta a lidar com o resultado, por vezes invasivo, da popularidade.
Algumas drogas, utilizadas a princípio para diversão, passam a ameaçar sua saúde e tranquilidade.
De repente, uma surpresa, Cássia aparece grávida pelas revistas e jornais do país. Com alegria, vemos a notícia sobre a identidade do pai da criança, o músico Tavinho Fialho.















































Os principais shows, lançamentos e turnês.
O carinho e a saudades dos amigos.




Com Nando Reis


















Com Zé Ramalho




















No especial de Roberto e Erasmo



























A mãe.
O tio.
Uma noite, Cássia fala sobre sua morte com ele, pedindo que faça todo o possível para que o garoto Francisco permaneça com sua outra mãe, Eugênia, caso isso venha a acontecer.
Assistimos as imagens da luta nos tribunais pela guarda do menino e a vitória do amor.
Ao final, o depoimento de Chicão, que mostra alguns traços físicos e atitudes parecidas com as de Cássia.
Eugênia comenta sobre a causa mortis não ter sido uma overdose.
Notícias sobre a ausência de drogas no laudo são dadas pelo diretor presente, que foi muito aplaudido ao final da sessão.
Emocionante.

Viva Cássia!!!



Chicão e Eugênia
















































































AMOR À PRIMEIRA BRIGA

Les Combattants
























































































Trailer:























Direção: Thomas Cailley













































Arnaud trabalha com o irmão, como carpinteiro, realizando obras na cidade em que vivem. 
É verão e durante um treinamento de autodefesa na praia, conhece Madeleine, uma garota determinada e durona que vai se submeter a um exercício de sobrevivência com a pretensão de se engajar no exército.











































Em casa, Madeleine simula as situações que acredita ter que enfrentar: exercita-se exaustivamente e come sardinhas vivas batidas no liquidificador (!).
Quer o destino que Arnaud visite um casal de clientes para a construção de um toldo e descubra que sua filha é justamente a valentona da praia.
Logo nas primeiras cenas, assistimos em aparelhos de TV, um incêndio consumindo a floresta local.


























Conclusão (spoilers):


Sentindo-se apaixonado, Arnaud abandona o trabalho e se candidata à avaliação militar, seguindo indicações do próprio comandante, que já o sondara a respeito.





























No acampamento, fica ainda mais evidente a agressividade da moça, que se comporta de forma arredia e pouco sociável, inconformada por não encontrar ali a radicalidade que imaginava.



























Já o soldado de última hora, percebe logo estar no lugar errado e abandona o grupo na primeira noite, partindo para uma lanchonete na estrada, em busca de uma cerveja.
Para sua surpresa, Madeleine o acompanha e os dois decidem se aventurar por conta própria na mata local, testando seus limites.























A aproximação entre os dois acontece de forma natural e tudo parece perfeito até que começa a faltar comida. 
























Ela, mantendo a atitude irracional, come um bicho estranho preso em uma de suas armadilhas e intoxica seu organismo.
Ele, carregando a parceira, busca uma saída e encontra uma cidade, que para seu espanto, está abandonada.
























Logo uma imensa camada de fumaça, acompanhada de muita fuligem, cobre todo o lugar. 
Antes de perder os sentidos, Arnaud avista dois soldados equipados para um possível resgate.
Os dois amigos despertam bem, no hospital local. O sobrevivente é recebido com carinho pelo irmão, que lhe propõe a volta ao trabalho. Após alguns dias, passeiam pelo jardim, trocando olhares cúmplices e carinhosos e se dispondo a estarem melhor preparados para uma próxima aventura. 
O título original em francês – Les Combattants, expressa uma ideia bem diferente da opção de comédia romântica vertida do inglês (Love at First Fight).
Simples e com bom efeito.
























(O diretor Thomas Cailley (centro), Kévin Azaïs e Adèle Haenel 
durante o 67º Annual Cannes Film Festival, Maio de 2014)




sábado, 18 de outubro de 2014

ROMÃS VERDES

Anar Haye Naras
























































Ficha Técnica:


Gênero: Drama

Duração: 90 min

Ano de Lançamento: 2014  (Irã)



Trailer:



Direção: Majid-Reza Mostafavi





(O diretor Majid Reza Mostafavi e a esposa Marjan Mehrabi
após a exibição do filme na 38º Mostra de Cinema de São Paulo -
fotos realizadas por mim via celular)



Roteiro: Majid-Reza Mostafavi e Mehdi Torab-Beigi


Música: Hamed Sabet
















Fotografia: Roozbeh Rayga




Elenco Principal:



Ana Nemati (Ensi)























Pejman Bazeghi (Zabih)























Mehran Rajabi (Tio)




















Ghotbeddin Sadeghi (Corretor)

























Rabeh Madani (Senhora)





















? (Vizinho)























Shabnam Moazezi
Shiva Khosromehr
Saghi Zinati
Majid Moshiri
























Zabih e Ensi são casados, vivem no subúrbio de Teerã e sonham com o nascimento do primeiro filho.
Ele trabalha na construção civil, pendurado nas alturas, enquanto ela cuida de uma bonita casa e de sua proprietária, portadora de Alzheimer.
Um corretor procura vender a propriedade e a intenção da família é que a rica senhora vá viver em uma clínica.

























Conclusão (spoilers):


O destino é implacável e assim que descobre a gravidez, Ensi recebe a notícia de que seu marido havia caído de um andaime e se encontrava em coma, no hospital.
Os dias passam e a mulher tenta manter seu trabalho, lidando com a terrível situação.
O corretor, por fim, realiza a venda e a patroa de Ensi vai para um asilo.
A fiel e atenciosa cuidadora sofre muito com esta mudança, não vislumbrando qualquer saída. 
O marido não pagou nenhum seguro de vida e ela está agora sem trabalho.
A câmera foca os olhos do homem em coma.
Será que um dia eles vão se abrir?
Nas cenas finais, vemos Ensi passeando com a idosa, arrastando uma pequena bagagem (foto acima).
Será que vai trazer a amiga para viver com ela?

Conversamos com o diretor e sua esposa ao final da projeção, e eles com muita simpatia e atenção, nos disseram que esperam que o próprio espectador imagine as possibilidades para a conclusão da história.

Bonito filme.




No Set:






































































sexta-feira, 17 de outubro de 2014

HORAS DE VERÃO

L'heure d'été






































































































Hélène Marly, nascida com o sobrenome Berthier, reúne os três filhos em sua propriedade, à beira de um lago, durante verão francês.
Ela comemora seus 75 anos.
Adrienne, vive nos Estados Unidos com o namorado, Jérémie, com a esposa e os filhos, tenta se adaptar ao novo trabalho na China, e Frédéric, único familiar a viver em Paris, comemoram em volta de uma mesa no jardim.


























Na casa, trabalha a fiel cozinheira Éloïse, que por muitos anos testemunhou a vida de Hélène ao lado do tio, o artista plástico Paul Berthier.
O local é na verdade uma espécie de museu, onde além das obras do tio-avô de seus filhos, a senhora coleciona obras de outros pintores, esculturas, peças e móveis de autores famosos.
Preocupada com o destino do sítio, e principalmente da arte que ele abriga, chama Frédéric para uma conversa sobre o que fazer com o legado, depois de sua partida. Conhecendo os filhos e ciente de que vivem em outros países, prevê a venda da casa e preocupa-se com a coleção e com a preservação de suas memórias.



























Conclusão (spoilers):


Algum tempo depois, o irmãos se reunem, desta vez para despedirem-se da mãe. O assunto da casa vem à tona e, como Hélène previra em vida, os dois irmãos mais novos pretendem vendê-la e leiloar as obras de arte, para usufruírem do dinheiro arrecadado.
Memórias e novas descobertas a cada objeto que deixa as paredes e os armários. A história de um romance da mãe com o tio, insinuado por algumas pessoas, é confirmada a Frédéric por um velho amigo do casal.
Mas o tempo traz e exige mudanças e todas as lembranças materiais são retiradas no ambiente.
Éloïse recebe de recordação, um vaso onde por anos a fio colocara flores para agradar a patroa. Ela nem desconfia que leva descuidadamente para casa uma valiosa obra.
Adrienne anuncia seu casamento em Nova York e Jérémie, a decisão de se estabelecer na China.
Frédéric visita com a esposa o Museu d'Orsay, em Paris, vendo agora em exposição alguns móveis com os quais conviera. Para livrarem-se de alguns impostos, parte das peças foram doadas ao estado.
Nas cenas finais, seus dois filhos adolescentes organizam um festa na casa, agora vazia.
Som barulhento, bebidas, sexo e algumas drogas recreativas.
Caminhando com o namorado, em meio às cerejeiras, Sylvie, filha de Frédéric, recorda uma conversa com a avó, no verão, passeando e colhendo cerejas. Emociona-se e segue adiante para aproveitar a vida, a natureza e o amor de seus dias de juventude.
Belíssimo filme sobre a passagem do tempo, a transcendência dos objetos e dos momentos de amor. Ainda que proibidos.